Para ler acompanhada de vinho e solidão, na esperança de um dia, resgatar-te dela.
Sinto muito. Sinto tanto, que tenho um vazio em mim.
É saudade, tem o teu nome.
É uma valsa lenta.
Tormenta.
Deram-nos cornos que comemos como pintainhos e engolimos em seco, sob os holofotes escaldantes da plateia.
Chateia.
Que caia Cúpido que o comemos e à cabra condição que nos cagou.
Rogou?
Abençoououou.
Chateia, saca cheia de trabalhar no Circo, sempre no…
Trapézio!
Perigo,
Mortaaal iiiii…
TXI-PUM!
Abraço, senhoras e senhores.
Palmas. Palmas.
Suadas mas dadas.
Perduramos.
Escrutinados,
Improváveis,
Blindados,
Sempre.
Abraçados p’lo silêncio,
Sempre.
Leoa. Águia!
Teu Riso Rouge Ruge,
Rotundo. Encorpado.
Pára Mundos,
Pára Tudo!
Avisto curvas.
Um mar de
Cu-
Cur-
Curvas,
tuas Curvas
ó Deusa!
Sou fácil presa.
Só,
Em jejum no jardim virtual onde me caças com tua
Lâmina,
Língua lânguida
de lucidez léxico luta lingerie.
Ai Amor,
Vai um ardor fulgor furor tambor neste meu peito sem jeito, mas quando é a nossa vez tu vês, estes meus pés parecem três mas não empatam não tremem não temem, quando puxas o fio da navalha do novelo de prumo do chão debaixo de mim.
Despe-me de despedidas Amor,
sem favor.
Tomas-me?
Ousas?
Esta cruel criatura,
Este abismo ambulante no qual podes nunca assentar os pés e caminhar no seu fundo com a segurança de saber o que possas encontrar?
As ossadas delas, prometo.
Só.
Pó.
Caralho
Quero-te
Caramba.
Chega de ficção!
Chego a ti
Chego a casa,
Encontro-te
Encontro-me sedento de palavras, esganado de mãos dadas contra-capas rasgadas, camas desmanchadas. Enfezado de sentimento mas gordalhufo de amor.
Quero onde queiras,
Sem maneiras.
Cavalgar educadamente à tua beira,
Abaixo,
Adentro,
Alado,
Lambuzado laboro lábios, lábia.
Debaixo da tua manta
Sou um Cruzado da Guerra Santa do Sorriso
Peregrino de ti,
ao Paraíso.